Ernâni Luís
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MENSAGEM DE PÁSCOA
Domingo, dia 20 de abril de 2014
P

Na segunda-feira passada, na SETREM, foi realizada a celebração de Páscoa para pais, estudantes e professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Fui encarregado da mensagem, a qual registro aqui:


Este tempo da Páscoa é sempre cheio de significados. É um tempo em que o doce e o amargo se misturam e criam um ambiente de emoção, de dúvida, de tristeza e de alegria. Em rápidas palavras, eu quero voltar à infância e fazer um pequeno resgate de alguns significados que para mim eram e continuam sendo importantes. Os adultos podem fazer esta viagem também e as crianças, ao ouvirem o que eu tenho pra dizer, façam uma comparação com o que vocês vivenciam neste tempo.

Quando eu era criança, todo o período da quaresma era respeitado e guardado com devoção. Quando a Páscoa se aproximava, a família toda se envolvia na preparação da mesma: minha mãe e minha irmã se encarregavam dos doces, bolachas pintadas, bolos e cucas, de colorir as casquinhas dos ovos para depois encher com amendoim. Eu tinha direito a espalhar o açúcar colorido e comer uma eventual sobra de merengue ou do recheio de chocolate . Meu pai e o meu irmão pescavam os peixes para a sexta-feira santa e assim cada qual se envolvia nesta função.

Enquanto criança, por vezes, esta passagem me deixava intrigado. Na sexta-feira santa, por exemplo, tínhamos que fazer muito silêncio, não podíamos ouvir música, nem cantar ou tocar algum instrumento. E eu estava aprendendo as primeiras notas no violão. Imagina só!

Outra coisa que me deixava inquieto eram os motivos, o que havia acontecido para que este dia fosse comemorado dessa forma, para se ter este momento de reflexão, de recolhimento, de silêncio. Era difícil entender como que seres humanos haviam sido capazes de matar outro ser humano e de uma forma tão cruel: pregado em uma cruz. E ainda sabendo que Ele era alguém que estava absolutamente a serviço do bem, um grande amigo das crianças.

Outra coisa que me intrigava era: por que deram vinagre para que molhasse os lábios quando Jesus manifestou ter sede? Tudo isso era muito cruel e difícil de entender.

Do jeito deles, os meus pais e os meus irmãos tentavam dar explicações e, nisso, o que me animava era saber que de sábado para domingo haveria uma reviravolta nos fatos e aconteceria uma grande surpresa. E de fato, no domingo de Páscoa, no badalar dos sinos da Igreja e nas palavras do pastor vinha a boa notícia: Jesus havia vencido a morte e ressuscitado. E a partir daí a esperança, a vida renovada, a certeza da salvação. Depois em casa, acontecia a comemoração com os doces da Páscoa e o churrasco em família, por vezes visitado por parentes e amigos.

Hoje consigo entender melhor tudo o que aconteceu. E agradeço muito pela oportunidade que os meus pais me deram de vivenciar este tempo e dessa forma. Hoje, o desafio é preservar a tradição. Proporcionar esta vivência às crianças neste tempo em que para muitos a Semana Santa deixou de ter significado. Reconhecer-se cristão e colocar-se no lugar de Jesus. Experimentar o amargo, combater os sinais de morte e lutar pela vida. Ter a humildade de colocar-se diante de Deus e pedir perdão pelos erros, tal como nos diz a letra da canção Confissão de Pecados (faixa 9 do CD Em tua presença). Reservar um tempo para se colocar em oração, pedindo e agradecendo por tudo o que Deus tem nos dado. Fazer da oração um costume, algo sagrado (canção A gente reza - faixa 1 do CD Em tua presença). E por fim, interceder pela vida. Fazer preces clamando pela luz de Deus em nosso caminho (canção Ilumina, ilumina - faixa 5 do CD Em tua presença).

E que possamos levar conosco palavras do próprio Jesus: Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas. Mateus 5.6

Uma abençoada Páscoa a todos e todas. Amém!